Dr. Rafael Amaral de Castro, CRM-DF 13827

CLÍNICA MÉDICA - RQE Nº: 9934
ONCOLOGIA CLÍNICA - RQE Nº: 10032

Tromboembolismo em Pacientes com Câncer: Entendendo os Riscos e Cuidados Necessários

O tromboembolismo é mais frequente em pacientes portadores de câncer. Em alguns tumores sua incidência ultrapassa 20%. Quando acontece tem uma mortalidade de 18%. O tromboembolismo pode e deve ser previnido. Venha conhecer o que podemos fazer para juntos evitarmos essa intercorrência com alta taxa de complicação e até morte.

Dr Rafael Amaral de Castro

7/23/20262 min read

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Introdução ao Tromboembolismo em Pacientes Oncológicos

O tromboembolismo é uma complicação importante em pacientes com câncer, representando um aumento significativo na morbidade e mortalidade. O câncer pode causar uma série de mudanças na coagulação sanguínea, aumentando assim o risco do desenvolvimento de trombose. Neste artigo, vamos discutir o que os profissionais de saúde e pacientes devem saber sobre essa condição crítica.

🩸 Trombose e Câncer: A Complicação Silenciosa Que Você Pode Prevenir

Quando alguém recebe um diagnóstico de câncer, a atenção se volta imediatamente para o tumor. Mas existe um inimigo silencioso que age nas sombras — e ele é mais perigoso do que a maioria das pessoas imagina.

É o tromboembolismo venoso (TEV). E ele é a segunda causa evitável de morte em pacientes oncológicos.

📊 Os números que você precisa conhecer

  • Pacientes com câncer têm 4 a 7 vezes mais risco de desenvolver TEV

  • O TEV contribui para até 18% dos óbitos em pacientes oncológicos hospitalizados

  • Mesmo com tratamento adequado, a taxa de recorrência chega a 20% em 6 meses

🧬 Por que o câncer causa trombose?

A resposta está na tríade de Virchow, amplificada pela biologia tumoral:

  1. Hipercoagulabilidade — o tumor libera substâncias pró-coagulantes

  2. Lesão endotelial — quimioterapia e cateteres danificam os vasos

  3. Estase venosa — imobilidade e compressão tumoral reduzem o fluxo sanguíneo

⚠️ Quais cânceres têm maior risco?

  • Risco muito alto: pâncreas, estômago, ovário, glioma

  • Risco alto: pulmão, linfoma, mieloma

  • Risco moderado: mama, colorretal, próstata

✅ A boa notícia: dá para prevenir

Existe uma ferramenta simples chamada escala de Khorana que, em segundos, identifica quem precisa de proteção. E os tratamentos modernos — como a apixabana — reduziram o risco de TEV em até 64% em estudos clínicos.

🎬 Assista ao vídeo completo

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Gravei uma aula completa de 20 minutos onde explico tudo isso — de forma clara e acessível — para que você e sua família entendam cada etapa.

👉 Assista no YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCySIKd0ygqU8PT7iTNG-YKw

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Não espere uma complicação acontecer. Informe-se, previna-se e proteja quem você ama. 💙

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